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quarta-feira, 6 de maio de 2015

O melhor do dia

i LOVE this! Sooo cute! Can't wait to have 5 other pairs of shoes lined up behind mine and my husbands :)

Adoro quando os dias de trabalho terminam mais cedo, dá-me tempo de chegar a casa e poder ver todas as rotinas a acontecer, o maridão a dar a refeição à mini lady, poder dar o banho e fazer todas as brincadeiras e mais algumas, soltar boas gargalhadas, fazer a iniciação ao penico, rir mais um pouco, providenciar as conversas com os avós pelo skype, apanhar um pouco do alentejo, que me é querido e está sempre tão longe, deitar a mini lady, ligar-lhe as estrelas e beija-la, dizer-lhe que a amo, sempre. Jantar em paz com o maridão, fazer planos, fazer contas aos dias e calcular as contas por dias, sentar-me afagando-lhe o cabelo, sempre com o tão pedido cafuné, desejar mais um momento de cumplicidade, mais planos, beijos e carinhos, aproveitar cada noite a que o dever não lhe exige a presença, dizer que o amo, sempre.

Que todos os dias sejam longos o suficiente para poder aproveitar esta minha familia, que me é tanto, que me dá tanto.

Have fun,
M

Fui atingida pelo vicio... Guerra dos Tronos

Resisti durante 4 temporadas, bastou experimentar um episódio e não aguentei mais. Estou viciada, a ponto de já estar a sofrer por antecipação, afinal já vamos a quase metade da nova temporada, será possível?

Posto isto, deixo as princesas Disney, assim as meninas que ainda não se viciaram tem aqui um belo mote. São tão mázinha :P

The Disney version of Game of Thrones…


Have fun and see the Game of thrones,

M

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O dia em que todas as mães se lembram que são mães

Shabby Halo Headband. Infant toddler child by DanicasChicBowtique, $10.00. Photography by Ashley Addison Photography.

Abro o meu facebook, o feed enche-se de mães, enche-se dos filhos dessas mães, enche-se de comentários amorosos, de agradecimento pela árdua tarefa de se aguentarem mutuamente. Não critico, até acho bonito tanta demonstração, só não sou fã de comemorar o facto de ser mãe num dia próprio, prefiro comemorar diariamente.

O nascimento da minha filha fez-me deixar planos para trás, fez-me deixar o ritmo de uma vida cheia de convívios com os amigos, fez-me crescer e aprender a viver sem o tanto que me rodeava, fez-me assumir responsabilidades, assumir uma nova casa, uma nova família, uma nova vida, um novo rumo.

O sonho de fazer tudo pelas normas, ditas normais, da sociedade em que vivemos é uma fantasia que nem todos conseguem, é preciso saber, é preciso ter conhecimento e um apoio tão sólido, que no primeiro tropeção à alguém a fazer-te olhar para cima e continuar.
Eu gostava, gostava de ter uma vida tão controlada, gostava de ter feito tudo conforme um plano detalhado, aqueles planos que se fazem depois de se encontrar o príncipe encantado, e agora sentir-me-ia livre para almejar uma família numerosa. Por sorte, talvez um dia possa dar um irmão à minha filha, por agora preciso de sair do tropeção.

Ser a única mãe, quando todos os nossos amigos ainda nem sonham em juntar os trapinhos, ou quando alguns ainda nem encontraram a sua metade, é duro. Se pensam que nos sentimos umas maiores porque atingimos o apogeu da nossa vida, desenganem-se, por vezes sinto-me uma autêntica aberração sem vida social, sem tempo até para coçar o piolho (desculpem-me a expressão), sem viagens nem férias com o marido, e agora, infelizmente, apenas com algumas folgas em conjunto. Tirando isto, consola-me o facto de saber que um dia todos lá chegarão, e aí o que não se compreende hoje, amanhã será algo óbvio.

Para mim, ser mãe hoje é algo a que devo agradecer, amo a minha filha mais do que tudo, e a minha missão será ensinar-lhe tudo o que um dia eu gostaria que me tivessem ensinado, as consequências das nossas decisões e actos, ensinar-lhe os melhores caminhos, indicar-lhe onde errei e onde ela não vai querer errar, mostrar-lhe o melhor que cada pessoa nos pode dar, ensina-la a ver o quão bonita a vida pode ser, indicar-lhe o caminho para uma vida sorridente.

Hoje ela sorri, sorri quando nos vê, sorri quando dançamos, quando cantamos, quando lhe fazemos cócegas, quando a levamos a passear, sorri quando me vai buscar ao trabalho, sorri até quando vai para a escola.

O que me faz ser uma mãe feliz?

Ver que a minha filha dorme um sono descansado, poder beijá-la e dizer-lhe que a amo, nesta noite e em todas as noites das nossas vidas.


Have fun,

M


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Xmas it's coming to my house














Foi dia 1 de Dezembro, nesta casa cumpriu-se uma tradição, trazer as decorações de Natal à nossa casa.

A principio tive algum receio, confesso. Mini Lady rufia, mexerica que só ela, corre a casa toda e mexe em tudo o que lhe apetece, só lhe ralho se me desarrumar os livros ou se me atirar tudo o que está nos armários para o chão da cozinha, sou da opinião de que as crianças devem sentir-se livres, que devem sim aprender a não mexer no que não devem, no entanto, há sempre algo que as desperta e nem com ralhetes lá vão. Com a árvore de Natal temia o pior, enfeites estragados, coisinhas verdes pela casa toda, árvore caída no meio do chão, pior, que a árvore lhe caísse em cima. 

Pois bem, nada aconteceu, a mini lady tem medo da árvore, nem lhe chega perto. Posto isto, ainda me dei ao luxo de improvisar uns galhos, apanhados pelas ruas da minha nova morada (benditos vendavais), inspirados nas muitas imagens do Pinterest, vicio gostoso das imagens bonitas e inspiradoras. Bom local para recorrer às ideias de DIY.

Agora com esta prova superada, demos inicio a um ciclo de tradições que tenciono manter, a primeira de todas, fazer a árvore de Natal será sempre dia 1 de Dezembro. A primeira de tantas que tenciono instaurar neste ninho de "passarinhos verdes", para que nos lembremos sempre das coisas boas, para termos porquê fazer algo feliz, algo que se recorde até ao fim dos nossos dias, para que os nossos se lembrem do carinho em cada ritual, em cada tradição que esta casa terá, que a nossa vida dará, que os nossos ideais mostrarão.

Gostaria, gostaria não, quero, quero que se lembrem como eu me lembro, como eu me lembro dos fins de semana no monte, como eu me lembro da apanha da azeitona, como eu me lembro de lavar os pés no alguidar azul, com a água aquecida nos potes de ferro preto à lareira da casa do fogo, como eu me lembro das torradas de fogo, como eu me lembro da excitação de cada matança do porco, como eu me lembro do sal, da laranja e do super pop que envolviam as tripas depois de lavadas na ribeira, da faca que as raspava e do pau colhido das bermas para tirar toda porcaria que la estava (que nojice, que lembrança agradável), quero que caiam na ribeira como eu caía, não por descuido mas porque desejava ardentemente cair e expulsar toda a alegria que sentia, quero que se lembrem como eu me lembro da massa de pão amassada e transportada em panos brancos nas suas bandejas, quero que se lembrem como eu me lembro de tanta coisa que se repetia e que agora se perdeu. 

Não posso voltar atrás e trazer tudo o que eu vivi, toda a felicidade que isso me trouxe, mas posso dar uns pequenos gestos, pequenos rituais, posso imortalizar coisas fáceis, algo possível, algo transmissível, porque apesar de não poder lavar mais tripas, podemos sempre cair na ribeira. 

Sempre,
M