sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Rituais que são sempre especiais

Desde muito cedo fui habituada a sentar-me à mesa para a primeira refeição, até mesmo quando a rebeldia da adolescência me fazia ficar na cama até fazer os vinte minutos para sair de casa, por vezes, até em pé os cereais eram engolidos. Hoje a coisa é diferente, deixei os cereais para a parte da tarde, e muitas vezes, para a noite, naqueles dias em que nada nos apetece, apenas um aconchego quente e doce no estômago. Hoje o pequeno almoço é o meu ritual diário, ritual que me deixa pronta para enfrentar os dias duros que se atravessam, é a minha desculpa para me sentar e reflectir, é a minha desculpa para saborear calmamente os primeiros 10, 15, 20 minutos do dia, serenamente, sem interrupções. Houve tempo em que o Joao Moleira me fazia estar uma meia hora a ouvi-lo e a inteirar-me das notícias diárias do mundo, e como adorava e adoro começar bem o dia informada, agora só o sigo mesmo no instagram. 
Hoje dispenso as notícias, os jornais que não tenho vontade de comprar no quiosque da rua, dispenso o telemóvel, e fico só eu, o meu sumo de laranja para 'positivar', o meu café com uma gota de leite para despertar e as minhas torradas de pão doce, o mais maravilhoso dos rituais. Hoje não dispenso o beijo da minha filha, o adeus vindo das escadas do prédio, e um 'mamã, gosto de ti' ensaiado pelo melhor ainda noivo/pai do mundo.

Have fun, M

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