segunda-feira, 4 de maio de 2015

O dia em que todas as mães se lembram que são mães

Shabby Halo Headband. Infant toddler child by DanicasChicBowtique, $10.00. Photography by Ashley Addison Photography.

Abro o meu facebook, o feed enche-se de mães, enche-se dos filhos dessas mães, enche-se de comentários amorosos, de agradecimento pela árdua tarefa de se aguentarem mutuamente. Não critico, até acho bonito tanta demonstração, só não sou fã de comemorar o facto de ser mãe num dia próprio, prefiro comemorar diariamente.

O nascimento da minha filha fez-me deixar planos para trás, fez-me deixar o ritmo de uma vida cheia de convívios com os amigos, fez-me crescer e aprender a viver sem o tanto que me rodeava, fez-me assumir responsabilidades, assumir uma nova casa, uma nova família, uma nova vida, um novo rumo.

O sonho de fazer tudo pelas normas, ditas normais, da sociedade em que vivemos é uma fantasia que nem todos conseguem, é preciso saber, é preciso ter conhecimento e um apoio tão sólido, que no primeiro tropeção à alguém a fazer-te olhar para cima e continuar.
Eu gostava, gostava de ter uma vida tão controlada, gostava de ter feito tudo conforme um plano detalhado, aqueles planos que se fazem depois de se encontrar o príncipe encantado, e agora sentir-me-ia livre para almejar uma família numerosa. Por sorte, talvez um dia possa dar um irmão à minha filha, por agora preciso de sair do tropeção.

Ser a única mãe, quando todos os nossos amigos ainda nem sonham em juntar os trapinhos, ou quando alguns ainda nem encontraram a sua metade, é duro. Se pensam que nos sentimos umas maiores porque atingimos o apogeu da nossa vida, desenganem-se, por vezes sinto-me uma autêntica aberração sem vida social, sem tempo até para coçar o piolho (desculpem-me a expressão), sem viagens nem férias com o marido, e agora, infelizmente, apenas com algumas folgas em conjunto. Tirando isto, consola-me o facto de saber que um dia todos lá chegarão, e aí o que não se compreende hoje, amanhã será algo óbvio.

Para mim, ser mãe hoje é algo a que devo agradecer, amo a minha filha mais do que tudo, e a minha missão será ensinar-lhe tudo o que um dia eu gostaria que me tivessem ensinado, as consequências das nossas decisões e actos, ensinar-lhe os melhores caminhos, indicar-lhe onde errei e onde ela não vai querer errar, mostrar-lhe o melhor que cada pessoa nos pode dar, ensina-la a ver o quão bonita a vida pode ser, indicar-lhe o caminho para uma vida sorridente.

Hoje ela sorri, sorri quando nos vê, sorri quando dançamos, quando cantamos, quando lhe fazemos cócegas, quando a levamos a passear, sorri quando me vai buscar ao trabalho, sorri até quando vai para a escola.

O que me faz ser uma mãe feliz?

Ver que a minha filha dorme um sono descansado, poder beijá-la e dizer-lhe que a amo, nesta noite e em todas as noites das nossas vidas.


Have fun,

M


1 comentário:

  1. Adorei ler este teu texto!

    Um beijinho *

    http://agatadesaltosaltos.blogspot.pt/

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